domingo, junho 14, 2009

todos aqueles gestos, em algum ritmo diziam a ela que nem tudo é traduzido por palavras. as vezes parava e esperava sorrisos, que quem sabe nunca viriam, nunca virão. entre noites e noites agradáveis, que ela nunca parou pra pensar em algo mais do que ela mesma, as vezes era difícil admitir que ali ficava algum vazio, talvez não soubesse...
e quem sabe talvez esperasse gestos sem ritmos, talvez esperasse sentimentos. quem sabe com algum tempo pudesse trazer de volta tudo aquilo que acreditou nunca ter tido e que, sem saber, perdeu por descuido.
e por mais que seus gestos tentassem dizer algo, era como se nada pudesse fazê-lo enxergar... como se passasse meus braços o envolvendo esperando não ter feito nada de errado.

... como quando eu não tirava meus olhos de você, esperando que não pudesse me magoar. como se esse tempo todo eu viesse perdendo meu ritmo, minhas palavras, meu controle.

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